Os medidores de luz no muro
Pressagiam os sucessos na calçada
Noturna noite de lembranças
aninham-se no ar da tormenta.
O tempo que deixou sua marca
Ri a toa com o vento
dos suspiros
Pensamentos se repetem na carne
Pulsando o sangue em redemoinhos.
Já me deixo
Já me quebro
Já me enlaço
No inverno do teu abraço.
Na calçada noturna se medem
As luzes e sombras dos passos
Perfume que avança e inunda
Os presságios da tormenta que respiro.
E.C.A/06/2013