quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

De tarde

De Tarde

Ontem visitei Lucho, pobre...lhe roubaram tudo,
inclusive o equilíbrio e a tranqüilidade,
entraram na sua casa e levaram,
moto, DVD, teclado, celular, etc.
Aí fiquei pensando que às vezes,
Temos que viver situações limites;
desgraças próprias ou alheias,
doenças, acidentes, violências ou embustes.
Uma espécie de terror transcendental,
que depois da vertigem inicial,
nos faz introspectar na nossa alminha;
pois, si esta situação algo nos traz,
e debilidade, que com o passar dos anos
se transforma em fortaleza.
E o ladrão?, ao qual sonhamos justiçar,
creando-lhe finais cruéis, lentos, psicológicos, eternos;
que nunca vamos concretizar,
porém, são nosso único bastão, neste chão de serpentes. 
Passamos a conviver com ele, sem conhece-lo,
sentimos seu cheiro, mas não divisamos seu rosto,
nos prevenimos para defendermos de alguém,
que não sabemos si vai  aparecer novamente;
e o que é pior, si aparecesse,
provavelmente não íamos reconhê-lo.
Assim,como um João-teimoso, nos vamos caindo e levantando,
e aí parados, meio tortos,
escutamos alguém dizer: Assim é a vida!.....

                                                                                          E.C.A.
                                    
                                                                                            Jul/04


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