De Tarde
Ontem visitei Lucho, pobre...lhe roubaram
tudo,
inclusive o equilíbrio e a tranqüilidade,
entraram na sua casa e levaram,
moto, DVD, teclado, celular, etc.
Aí
fiquei pensando que às vezes,
Temos
que viver situações limites;
desgraças
próprias ou alheias,
doenças,
acidentes, violências ou embustes.
Uma
espécie de terror transcendental,
que
depois da vertigem inicial,
nos
faz introspectar na nossa alminha;
pois,
si esta situação algo nos traz,
e
debilidade, que com o passar dos anos
se
transforma em fortaleza.
E o
ladrão?, ao qual sonhamos justiçar,
creando-lhe
finais cruéis, lentos, psicológicos, eternos;
que
nunca vamos concretizar,
porém,
são nosso único bastão, neste chão de serpentes.
Passamos
a conviver com ele, sem conhece-lo,
sentimos
seu cheiro, mas não divisamos seu rosto,
nos
prevenimos para defendermos de alguém,
que
não sabemos si vai aparecer novamente;
e o
que é pior, si aparecesse,
provavelmente
não íamos reconhê-lo.
Assim,como
um João-teimoso, nos vamos caindo e levantando,
e
aí parados, meio tortos,
escutamos
alguém dizer: Assim é a vida!.....
E.C.A.
Jul/04